quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Retratos de família

Cena 1

Não sei se algum dia vos disse, mas para mim, a família está acima de tudo.

Gosto de estar na minha varanda a fumar o meu cigarrinho sentada na cadeira de baloiço, moro numa zona sossegada e é praticamente um dormitório, uma vista para um jardim com uma palmeira e em toda a volta do jardim, há prédios de apenas quatro andares, praticamente uma baía, só que com jardim em vez de água.
Nestes momentos de descontracção, eu a fumar o meu cigarro e uma noite agradável, vejo cozinhas e salas dos vizinhos, uns escondem-se mais, outros abrem as janelas como que a dizer, olhem o que eu tenho em casa e o que estou a fazer.
Mas o que mais me regala a vista, é ver famílias unidas, aproveitam os fins de semana para saírem com a família, aproveitam para saírem uns com os outros, falo em vizinhos claro, e é giro ver como as pessoas convivem entre famílias. Sou daquelas pessoas que, fico feliz ao ver os outros felizes.
Dá-me tamanha raiva quando amigas minhas dizem que não querem ainda ter filhos, porque depois têm uma vida presa e o que lhes digo é que com a idade delas, já as suas amigas têm filhos e não deixam de se divertir por causa disso, claro que não podemos levar os filhos para uma discoteca, mas também quem quer discotecas a uma certa altura da nossa vida? Queremos é uma vida mais pacata junto da nossa família. E podemos sempre juntar família e amigos e os filhos desses amigos e etc, etc.

Fiz algum sentido, ou nem por isso?



Cena 2

Fui ali e vim
Homem com muito boa aparência
Conversa:
- Dava-me um cigarro por favor?!
Dei-lhe um cigarro.
- Dava-me lume por favor?!
- Com certeza.
- Dava-me o seu coração, quer dizer, o seu pulmão?
- Já está preenchido, quer dizer, queimado!

Mas será, que estes homens mesmo vendo mulheres com filhos ao lado, não têm o mínimo de respeito?


sexta-feira, 3 de julho de 2009



Costumo ir a uma parque fazer exercício físico, é um parque com baloiços, onde os meus filhos aproveitam para brincar e tem um espaço mesmo ao lado para os adultos poderem fazer exercício com aparelhos próprios para pessoas mais crescidas.
Como já sabemos, tudo o que é público dura pouco tempo, porque num espaço que é para adultos, os paizinhos têm a mania de lá ir pôr as criançinhas a experimentar os equipamentos fazendo daquilo baloiços. Coisa que me irrita solenemente e já por várias vezes tive que intervir, dizendo que é um espaço para adultos.
Um dia destes, andou lá o presidente da junta da freguesia e quando estava a falar com o presidente da associação de moradores e a dizer-lhe que ía pôr mais três equipamentos naquele espaço, eu pedi desculpa por me estar a meter na conversa e disse-lhe que o melhor era também colocar placas a dizer que aquele era um espaço para adultos e expliquei-lhe as razões, ele concordou, agora vamos ver, senão qualquer dia, vou andar de baloiço para um espaço que diz que só é permitida a utilização do mesmo por crianças até aos 12 anos. E depois quero ver o que os paizinhos vão dizer, ai quero!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Verdadeira causa

Sabem qual é a verdadeira causa de um divórcio?!



É o casamento!

Dhaaaaaaa!

Conversa entre mulheres


Estávamos todas juntas na esplanada de um café e de repente começámos a falar de amizades, mas daquelas verdadeiras, quando uma disse:
- Nós as mulheres temos fama de não sermos unidas, principalmente quando existe um homem no meio!
Olhámos todas umas para as outras com cumplicidade e dissemos todas telepaticamente:
- Quem tem fama, tem que ter o proveito, certo?- E começámos a rir, afinal, nenhuma de nós, põe as mãos no fogo por nenhuma mulher (infelizmente).

Mas e os homens? Serão assim tão diferentes?Nãaaaaaaa, de santinhos não têm nada.
A velha frase do - as mulheres dos meus amigos, homens são para mim
- é pura hipocrisia.

Deveria haver mais respeito, pois o que mais me incomoda, é estar num sítio e um cavalheiro não conseguir tirar os olhos de cima com a mulher e filha ao lado, que tristeza!

sexta-feira, 22 de maio de 2009



Faz hoje nove anos quando tudo aconteceu, fiquei apavorada. Depois de meses de espera tinha chegado o momento, estava ansiosa e com medo,mas ao mesmo tempo feliz.

Já andava cansada e mal conseguia dormir, entrava médico, saía enfermeira e levaram-me para o bloco, o meu marido acompanhou-me vestido com uma bata verde.

Faça força - diziam elas.

Força a onde? Não sinto nada - ía na segunda dose de anestesia.

De repente, ouvi o que mais queria ouvir, o choro e , a seguir um outro . Tudo tinha corrido bem, finalmente tinham nascido e eram os bebés mais bonitos do mundo e não era por serem meus, eram mesmo bonitos. A sensação é única, é um amor incondicional como não há igual.

Cresceram tão depressa, que nem acredito que já passaram estes anos todos.

O orgulho da família, os primeiros netos, os primeiros sobrinhos, até os primeiros bisnetos.

Mimos e mais mimos, eram o centro das atenções. Já tenho saudades de quando eram bebés,ainda hoje adoro dormir a sesta no meio dos dois, são o melhor do mundo.

Parabéns picoquinhas ou pocoutinhos como o pai lhes chama.

A mãe e o pai adoram-vos.